Com o acontecimento Batman: O Cavaleiro das Trevas em 2008, o canal History Channel transmitiu um documentário acerca do personagem desde que foi concebido. O video mostra as nuance psicológica e sociológica que levou Bruce Wayne a se motivar em fazer purê de bandidos como um vigilante noturno, seu papel para a cidade natal e seu espelho aterrorizador representado por vilões tão díspares e violentos. Toda essa cumulativa miscelânea fez surgir um dos maiores e inteligentes heróis dos quadrinhos e um grande ícone da cultura pop.
O documentário posto no Youtube tem cinco partes e com legendas.
Maquiavel escreveu que o homem não é um ser social como a formiga; viver em sociedade é uma questão de interesse. E o diretor Jorge Furtado lida com esse homem ambicioso no curta-metragem Ilha das Flores cujo pretexto é informar um assunto conhecido do público geral, mas quase sempre ignorado ou esquecido por essa gente: a miséria do seu semelhante, algo que não deveria existir, mas que está espalhado em todo o mundo.
A partir da “odisséia” de um tomate, Furtado parece estabelecer uma conexão entre o pensamento de Maquiavel e a base do capitalismo. Existe um interesse mercantil dos personagens e suas vendas para a própria sobrevivência através de informações que, de início, não fazem muito sentido, mas logo são facilmente compreendidas e assimiladas pelo espectador já que muitos substantivos ali são aprendidos durante o período escolar.
Além disso, esses dados surgem com uma fluidez excessiva e veloz, saturando qualquer um e, ao mesmo tempo, desvendando a coisificação humana dentro deste contexto social-mercadológico atual. Assim, para não se esquecer do homem pulsando vida, o narrador sempre aponta os novos personagens que se destacam como possíveis seqüelas da coletividade.
O caso quase surreal é, na verdade, baseado em fatos reais; a tal Ilha das Flores existe e lá se encontra um depósito de lixo dentro da região metropolitana de Porto Alegre. Poderia ser em qualquer outra grande cidade do Brasil e até do resto do mundo, contudo, o lance está na degradação do ser humano onde o fator mais impressionante se relaciona a porcos sendo melhor alimentados do que mulheres e crianças. E qual a diferença dessas pessoas para com qualquer outro personagem mencionado?
Este documentário foi realizado em 2006 por alunos da PUC-Campinas. Antes de mais nada, não os conheço. Aliás (e o que é pior) nunca fui para Campinas. Espero que tenham obtido a nota máxima, pois achei o trabalho dos rapazes uma obra-prima dos TCCs, mesmo não entrando em detalhes quanto aos meios para se chegar a esse resultado final.
Créditos: Trabalho feito como TCC para a PUC-Campinas Produção, pauta e roteiro: Eduardo Godoi, João Pedro Ramos e José Marcelo Siviero Música: Pedro Couto e Ivan Charles Ortis Edição: Joaquim David Neto