Mostrando postagens com marcador Falecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Falecimento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Henry Gibson: 1935-2009

Você conhece Henry Gibson? São tantos nomes que surgem na indústria cinematográfica que muitas vezes ninguém se lembra de alguns de seus mais característicos participantes. Olhando para a foto pode-se até lembrar quem é, mas o que ele fez...

Bem, ontem faleceu um dos grandes atores coadjuvantes norte-americanos com mais de 100 participações dentre eles poucos filmes e muitas séries. As mais recentes foram a dublagem de Bob Jenkins em O Rei do Pedaço e o juiz Clark Brown em Justiça Sem Limites (com William Shatner e James Spader), este seu último trabalho. Há ainda presenças marcadas em Mulher Maravilha, A Ilha da Fantasia, Star Trek: Deep Space Nine e Stargate SG-1, entre outros.

No cinema, iniciou a carreira num pequeno papel em O Professor Aloprado (1963) de Jerry Lewis. Mas os mais velhos se recordarão de excêntricos personagens como o líder nazista de Os Irmãos Cara-de-pau (1980) e o chefe de família que se instala na casa ao lado da de Tom Hanks em Meus Vizinhos são um Terror (1989). Outros trabalhos conhecidos são em Nashville (1973), Viagem Insólita (1987) e Magnólia (1999), além do bisonhamente bizarro O Monstro do Armário (1986).

Fica o registro a memória deste ator eclético que faleceu aos 73 anos em causas ainda desconhecidas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Patrick Swayze: 1952-2009


Patrick Swayze sempre será lembrado pelos passos de Dirty Dancing, o fantasma amigo e enamorado de Ghost e o assaltante-esportista radical de Caçadores de Emoção. Estes são os representantes de seu estrelato internacional e o ápice de sua carreira. Nunca foi esquecido, mesmo trabalhando no cinema independente por tanto tempo quando, por vontade própria, escolheu ficar longe do mainstream hollywoodiano.

Mesmo durante essa “fuga”, não há como negar que havia falta de carisma. Isso ele transmitia a cada projeto apesar de poucos serem realmente memoráveis. O início da carreira foi onde fulguraram os mais combativos como em Vidas Sem Rumo e Amanhecer Violento. Pode-se dar valor às suas atuações, afinal dificilmente saíram inexpressivas ou superficiais.

Como citado anteriormente, conseguiu emocionar mulheres no mundo todo como Johnny Castle e Sam Wheat, e cativou os marmanjos com o canalha surfista Bodhi. Desde que levou à mídia sua luta contra um câncer no pâncreas, muita gente o apoiou – o mesmo caso de Farrah Fawcett. Tentou, mas não conseguiu ver uma cura para esta situação. Desta vez, dificilmente ele se corresponderá com a Whoopi Goldberg.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

John Hughes: 1950-2009

Apesar de ter ocorrido ontem vi a notícia apenas hoje: John Hughes morreu de ataque cardíaco aos 59 anos. Muita gente nem vai saber quem o é homem assim pelo nome, mas ele foi um mestre em condicionar aos adolescentes um papel mais inteligente na vida mundana. Seus filmes são representativos para a geração dos anos 80 embora atraiam qualquer um a reprisá-los inumeráveis vezes só para sentir o gostinho da nostalgia juvenil.

De sua mente saíram obras carismáticas como Gatinhas e Gatões, Mulher Nota 1000, Esqueceram de Mim e A Garota de Rosa Shocking – os dois últimos apenas como roteirista. Fez seu público fiel se emocionar com Clube dos Cinco e literalmente torcer pelo passeio extravagante de Ferris Buller em Curtindo a Vida Adoidado. Ambos podem sim serem levados à definição de obras-primas. Talvez nem Kubrick, Scorsese, Bergman, Godard ou até mesmo Spielberg capturassem o espírito adolescente daquela forma tão singela e explosiva sem perder a inocência da situação ou do diálogo.

Nesses últimos anos, John Hughes distanciou-se do cinema. Seu último filme como diretor foi lançado em 1991 (Curley Sue: A Malandrinha); o roteiro final veio Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor, com Owen Wilson em 2007. Um expoente do cinema que cresceu, mas nunca deixou de compreender a juventude, que, às vezes, é mesmo uma rebelde sem causa.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Karl Malden: 1912-2009

Morreu ontem, dia 1 de julho, o ator norte-americano Karl Malden de causas naturais aos 97 anos. Hoje pode até ser um ilustre desconhecido para os desavisados, mas Malden fez muito sucesso nos anos 50 a 70 do século passado, principalmente como coadjuvante: por seu trabalho, foi indicado na categoria do Oscar duas vezes por Uma Rua Chamada Pecado e Sindicato de Ladrões, vencendo apenas na primeira.

Já durante a década de 70, atuou na série São Francisco Urgente por cinco temporadas cujo papel desta vez era o principal sendo que seu coadjuvante era Michael Douglas, em plena ascensão na época. Em 1997 lançou com a filha Carla Malden sua autobiografia, When Do I Start?

Ele já não atuava desde 2000. Seu último papel foi uma aparição na série The West Wing.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Farrah Fawcett: 1947-2009

Inusitadamente, só nos jornais da noite descobri que Farrah Fawcett havia morrido logo depois que soube do falecimento de Michael Jackson.

Apesar da (só) aparente beleza, a atriz construiu uma carreira de sucesso em Hollywood sendo uma das protagonistas da série As Panteras e obtendo seis indicações ao Globo de Ouro por outros trabalhos. Nos anos 70, obteve tanta atenção com a audiência da série que chegou a se tornar a “namoradinha da América” – termo pomposo dado a estrelas como Meg Ryan, Julia Roberts e Sandra Bullock anos mais tarde.

Na última década fez participações em séries como Ally McBeal, Spin City, The Guardian e eventualmente algum filme. No entanto, desde 2004 Fawcett não atuava. Dois anos depois, descobriu que tinha um câncer no aparelho digestivo ao qual combatia até a data de hoje, 25 de junho.

Michael Jackson: 1958-2009

Depois de assistir pela televisão a notícia de que Michael Jackson havia sido internado com parada cardíaca, espantei-me. Nada tão assombroso ao contrário do que muitos outros podem sentir, mas o astro representa algo a mais às pessoas.

A despeito de carisma e de trocentas bizarrices, assisti ao fim de uma era. Um dos comentaristas convidados do Globo News afirmou claramente que nenhum artista musical conseguirá alcançar o sucesso que Rei do Pop atingiu. Sua ascensão pós-Jackson Five e o apogeu fulminante com Thriller terá um selo garantido nas nuances da História do mundo. No seu tempo, a música ainda era fisicamente opaca num disco de vinil; por isso vendeu tanto e agora não será mais tirado do pódio.

Enquanto isso, a cada momento que ouvimos estórias acerca de seus temperamentos infantis, não conseguia segurar o riso. Parecia, ou melhor, ERA uma piada ridícula. Jogada de marketing? Talvez. Como podemos saber os conflitos que se passava em sua cabeça? Uma pessoa tão espetacular na profissão e tão diluída na vida familiar. Com um carisma tremendo, ele atingia as pessoas em cheio: seja por suas poderosas canções, seja por seu estilo de dança exuberante, seja por seus valores humanitários.

Michael Jackson é um pedaço de infância para cada um. Quem tem mais de vinte anos sabe bem o que era o frenesi dos shows. Por sua vez, os mais velhos admiravam o quanto mais ele poderia fazer, pois o viam desde guri num grupo de garotos negros dos anos 60 fazendo sucesso de acordo com o que o repressivo pai queria. E diante do impossível surgia um novo videoclipe cujo trabalho sempre havia o aprimoramento do curta musical e (por que não?) dos efeitos especiais.

Em terras tupiniquins foi atração à parte. Suas visitas na Rocinha e no Pelourinho causaram rebuliço e encantaram muitos brasileiros, mesmo que naquela época sua carreira já entrava em decadência. Como aquele garoto que dançou ao lado do astro tocando sua bateria nos paralelepípedos de Salvador deve estar se sentindo agora...

A prova da magnitude deste astro pode ser vista de maneira rápida nas movimentadas comunidades do Orkut, por exemplo. Não há uma que não tenha um tópico sobre o assunto e algumas já com mais de 200 mensagens sobre esse dia. Isso porque é apenas no Brasil. Michael Jackson é mais um pedaço de vida que vai embora e, como Ayrton Senna, Lady Di, Elvis Presley, mais uma parte do século XX que irá virar lenda. O mundo agradece por sua estadia.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Michael Crichton: 1942-2008

Em 3 de Julho de 1993, numa tarde de sábado, assisti a Jurassic Park no cine Comodoro, em São Paulo, depois de ficar duas horas na fila esperando o local abrir as portas. Tinha então onze anos e estava ansioso para ver os dinossauros que tanto fascinam as pessoas e nunca haviam sido interpretados de maneira tão real pelo cinema.

Foi uma experiência única, principalmente à época, pois esse tipo de filme ainda impressionava o público e os recordes de bilheteria expressavam isso com salas lotadas por mundo afora. E os efeitos visuais dominaram de maneira espetacular e fugaz trazendo animais vivos irreais ao nosso mundo e auxiliando o reino da ficção-científica a sondar novas maneiras de interpretar a genética e as moléculas de DNA. Saí extasiado do cinema. Infelizmente, não tive a oportunidade de repetir essa sensação na tela grande.

Meu fanatismo pelo filme e por dinossauros aumentou significamente. Comprava livros, álbuns de figurinhas; até hoje possuo o dinossauro que brilha no escuro oriundo de uma coleção de revistas lançadas pela Editora Globo. Contudo, demoraram três anos para ler o livro ao qual o filme foi baseado – isso porque o tinha desde 1992, um ano antes da obra de Steven Spielberg chegar às telas. Mas li; com vontade, num espaço de três dias. Devorei o artefato. Virou livro de cabeceira. E afinal por que toda essa devoção?

Ontem faleceu Michael Crichton, o autor dessa obra-prima. Ele lutava contra um câncer não identificado. Uma grande perda para a literatura e para o cinema. Através dele e de seu Parque dos Dinossauros que conheci a Teoria do Caos, além de acrescentar à minha formação pessoal conceitos de engenharia genética, de DNA, de competição entre empresas de biotecnologia, de ficção-científica.

Depois que se lê a obra, o filme parece cheio de buracos, pois lhe é subtraído muita informação interessante. Mesmo assim, o livro também vira um complemento mais aprofundado do que o cinema não poderia incluir, senão ficaria arrastado. Isso acontece com qualquer adaptação, a todo momento. Assimilar duas mídias distintas era novidade pra mim como leitor-espectador e um tipo de experiência diferente e interessante.

Apesar de Crichton ter muito mais livros sobre assuntos diferentes, mas que estão fincados na ficção-científica, não tive a possibilidade de lê-los ainda. Julgo a mim que devo fazer para melhor conhecer as nuances em que este escritor perambulava em suas narrativas. Desta forma, fica minha homenagem a esse autor que me introduziu a um mundo novo em que homens e dinossauros puderam enfim olhar um para o outro e conviver juntos mesmo que não tenha sido da melhor forma.

PS: Apesar de ter morrido no ano passado e o texto também ser da mesma época, eu o republiquei aqui.